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Brasil TecPar compra operação de fibra óptica da Ligga Telecom por R$ 1,77 bilhão

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Curitiba – A Ligga Telecom fechou acordo para vender sua unidade de banda larga por fibra óptica à operadora Brasil TecPar por R$ 1,775 bilhão. O negócio foi formalizado em 23 de fevereiro e prevê pagamento direto de R$ 495 milhões e a assunção de uma dívida líquida estimada em R$ 1,28 bilhão.

Controlada pelo empresário Nelson Tanure por meio do fundo BP Participações S.A., a Ligga vem enfrentando pressões de credores devido ao vencimento de financiamentos contratados quando Tanure adquiriu a antiga Copel Telecom em novembro de 2020 por R$ 2,4 bilhões.

Quarta maior do Brasil

Com a incorporação de cerca de 344 mil clientes da Ligga — entre residenciais, corporativos e órgãos públicos —, a Brasil TecPar alcança 1,689 milhão de acessos e passa a ocupar a quarta posição no mercado brasileiro de banda larga fixa, atrás de Claro, Vivo e Oi (atual Nio). Fundada no Rio Grande do Sul em 1995, a companhia expandiu sua presença nacional principalmente por meio de aquisições.

Negócios recentes da Ligga

No fim de janeiro, a Ligga já havia vendido sua frequência de 5G, arrematada em 2018 no leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para a Unifique Telecomunicações por R$ 20 milhões.

Contexto financeiro

Para comprar a Copel Telecom em 2020, Tanure levantou R$ 1,2 bilhão com Farallon, Prisma, BTG e Santander, oferecendo ações da própria Ligga como garantia fiduciária. Diante dos vencimentos, os credores executaram ações que o empresário possuía na Light e na Aliança Saúde, enquanto os papéis da Ligga permanecem alienados.

Contestações e investigações

A negociação é contestada pelo sócio minoritário da Ligga, Agnaldo Bastos Lopes, que alega falta de transparência e má gestão. Tanure também é alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura supostas fraudes contábeis e financeiras envolvendo o Banco Master, liquidado em novembro pelo Banco Central; o empresário nega irregularidades.

Próximos passos

A conclusão da transação depende de aprovações regulatórias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Anatel, além do cumprimento de outras condições usuais para operações deste porte.

Com a compra, a Brasil TecPar reforça sua estratégia de crescimento inorgânico e amplia significativamente sua capilaridade em todo o território nacional.

Com informações de Gazeta do Povo