A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) conseguiu suspender, nesta terça-feira (20), a audiência que tratava de seu processo de extradição em Roma. Os advogados pediram a substituição do colegiado responsável pelo caso, alegando falta de imparcialidade dos magistrados italianos.
Segundo os defensores Pieremilio Sammarco e Fábio Pagnozzi, o tribunal demonstraria “pressa” em aprovar a extradição e teria negado a inclusão de provas e o depoimento do perito Eduardo Tagliaferro, o que, na avaliação da equipe, viola convenções internacionais. O pedido formal de suspeição deverá ser protocolado em até três dias.
Presente à sessão, Zambelli declarou ter “máximo respeito aos magistrados”, mas disse perceber “desinteresse” por parte deles e temer que o julgamento não seja isento. Em nota, os advogados afirmaram que a Corte tentou encerrar o processo com “sentença preconcebida”, impedindo a apresentação de testemunhas e documentos fundamentais.
A Justiça italiana ainda não se pronunciou sobre o requerimento e deve anunciar nos próximos dias uma nova data para continuação da audiência.
Zambelli está presa em Roma desde julho de 2025, após deixar o Brasil e ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão. O governo brasileiro solicitou a extradição para que ela cumpra a pena imposta por suposta participação em plano de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto do hacker Walter Delgatti Neto. A ex-parlamentar renunciou ao mandato em dezembro.
Com informações de Gazeta do Povo