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EUA consideram bombardeios, sanções e ataques cibernéticos para responder à repressão no Irã

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Washington, 13 jan. 2026 – O presidente norte-americano Donald Trump recebeu do Pentágono um conjunto de alternativas militares e econômicas para reagir à repressão que já deixou mais de 2 mil mortos durante os protestos no Irã.

Quais são as opções em análise

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times, o plano contempla três frentes principais:

  • Bombardeios aéreos contra instalações militares, depósitos de armas e centros de comando da Guarda Revolucionária;
  • Ataques cibernéticos a infraestruturas consideradas sensíveis pelo regime de Teerã;
  • Medidas financeiras para sufocar ainda mais a economia iraniana e atingir aliados comerciais.

Segundo especialistas militares, os ataques poderiam incluir alvos de alto escalão. No primeiro mandato (2017-2021), Trump autorizou a operação que matou o general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária. Em junho do ano passado, o presidente chegou a mencionar a possibilidade de atingir o próprio líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, embora tenha negado esse objetivo na ocasião.

Primeiro passo já adotado

Nesta segunda-feira (12), Washington impôs tarifa de 25% a qualquer país que mantenha negócios com Teerã. O Brasil está entre os parceiros afetados.

Divergências internas

Enquanto o senador republicano Lindsey Graham defende uma ação militar, assessores da Casa Branca avaliam que ataques limitados – como operações cibernéticas ou golpes contra forças de segurança interna – seriam mais prováveis num primeiro momento, informou ao The New York Times um oficial que pediu anonimato.

Ruptura diplomática

Na terça-feira (13), Trump anunciou a suspensão de todos os canais de diálogo com o governo iraniano e pediu que a população “tome o controle das instituições”, afirmando na rede Truth Social que “a ajuda está a caminho”.

Protestos seguem intensos

O movimento de rua começou em dezembro, motivado pela deterioração econômica, e ganhou força com o apoio de grupos de oposição dentro e fora do país. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) registrou 96 manifestações em 27 das 31 províncias iranianas no dia 8 de janeiro. Para conter a mobilização, Teerã cortou o acesso à internet; Washington estuda fornecer conexão via satélites Starlink.

Com mais de 2 mil mortos, milhares de presos políticos e o bloqueio prolongado da rede, a pressão internacional sobre o Irã aumenta enquanto a Casa Branca decide qual das opções apresentadas colocará em prática.

Com informações de Gazeta do Povo