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Michelle Bolsonaro relata tonturas do ex-presidente e teme nova queda na cela da PF

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Brasília — A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou neste sábado, 10 de janeiro de 2026, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem apresentado episódios de tontura e perda de equilíbrio ao se levantar, o que, segundo ela, eleva o risco de uma nova queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro de 2025. De acordo com Michelle, a situação exige “assistência médica imediata” para evitar outro acidente semelhante ao registrado na madrugada de terça-feira, 6 de janeiro, quando o ex-chefe do Executivo tropeçou enquanto caminhava no quarto de detenção, bateu a cabeça em um móvel e sofreu lesões leves em partes moles da face e do crânio.

Após o episódio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Bolsonaro ao hospital DF Star. Exames de tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma não indicaram lesões intracranianas graves, e o ex-presidente retornou à unidade da PF.

Histórico clínico recente

No fim de dezembro de 2025, Bolsonaro passou por cirurgia de hérnia inguinal e sessões de bloqueio do nervo frênico para tratar crises persistentes de soluços — problema que já vinha comprometendo seu sono e respiração. Mesmo após a alta hospitalar, no início de janeiro, familiares e advogados relatam que as crises continuam. Nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) confirmou a recorrência dos soluços.

Condições na cela e investigação médica

A defesa e familiares também reclamam do barulho contínuo do ar-condicionado no local de detenção, apontado como fator que dificulta o repouso e pode agravar o mal-estar do ex-presidente. A questão foi levada ao STF, que solicitou esclarecimentos à PF.

Diante do histórico clínico e do recente trauma, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu denúncias sobre a qualidade da assistência prestada a Bolsonaro. O órgão determinou a abertura de sindicância pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) para acompanhar o caso. Entretanto, Moraes negou a competência do CRM-DF e determinou que a PF colha o depoimento do presidente do CFM.

Até o momento, não há nova data divulgada para avaliação médica ou possível transferência hospitalar do ex-presidente.

Com informações de Gazeta do Povo