Nicolás Maduro declarou nesta semana que está disposto a conversar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao aumento da pressão militar norte-americana nas proximidades da Venezuela.
O anúncio foi feito durante o programa semanal “Con Maduro”, transmitido pela emissora estatal VTV, na terça-feira (18/11/2025). “Este país está em paz, e quem quiser falar com a Venezuela dos Estados Unidos vai conversar face to face, cara a cara, sem nenhum problema”, afirmou o líder chavista.
Maduro acrescentou que não permitirá que seu território seja “bombardeado e massacrado” e advertiu que uma eventual ofensiva militar contra a Venezuela significaria “o fim político” de Trump. O presidente norte-americano, por sua vez, não descarta operações militares no país sul-americano.
Segundo o venezuelano, “setores de poder” em Washington tentam destruir a imagem de Trump usando duas frentes: o envolvimento do republicano no caso Jeffrey Epstein e a possibilidade de um ataque à Venezuela. “Querem que o presidente Trump cometa o erro mais grave de toda sua vida e se meta militarmente contra a Venezuela”, disse.
A tensão cresceu ainda mais na segunda-feira (17) com a aproximação do porta-aviões USS Gerald Ford — o maior do mundo — das águas venezuelanas. No domingo (16), Trump já havia mencionado que poderia abrir conversas com Maduro, “porque a Venezuela quer falar”, em meio à mobilização de forças dos EUA no Caribe.
Até o momento, a Casa Branca não definiu datas nem quem conduziria possíveis negociações. A sinalização veio logo após o Departamento de Estado dos EUA classificar o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira (FTO), grupo que Washington vincula a Maduro e que o governo chavista considera “uma invenção” para justificar sua derrubada.
Com informações de Gazeta do Povo