A Assembleia Geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA, na sigla em inglês) terminou na noite de quinta-feira, 30 de outubro de 2025, em Seul, Coreia do Sul, após quatro dias de debates sobre os principais desafios do movimento evangélico global.
Quem: mais de 850 delegados de 161 alianças nacionais, representando cerca de 650 milhões de evangélicos.
O que: posse do reverendo palestino-israelense Botrus Mansour como novo secretário-geral e apresentação da “Declaração de Seul”, documento de 15 páginas que reafirma posições teológicas e prioridades missionais da WEA.
Onde: Igreja SaRang, congregação de 60 mil membros na capital sul-coreana.
Quando: 27 a 30 de outubro de 2025.
Por quê: cumprir o ciclo de seis anos da assembleia, eleger liderança e alinhar estratégias para levar “O Evangelho para Todos até 2033”.
Nova liderança do Sul global
Mansour assume após um ano e meio de vacância. Natural de Nazaré e advogado de formação, ele já atuou em várias entidades religiosas na Terra Santa, inclusive na co-presidência da Iniciativa de Lausanne para Reconciliação Israel-Palestina. Em seu discurso de posse, lembrou o recente cessar-fogo entre Israel e Hamas e declarou: “Estou aqui para servir”.
O cargo de presidente do Conselho Internacional ficou com Godfrey Yogarajah, do Sri Lanka. É a primeira vez que os dois principais postos da WEA são ocupados por líderes do Sul global, movimento que, segundo Yogarajah, reflete “o crescimento fenomenal do cristianismo” nessa região.
Declaração de Seul
Redigido por teólogos de vários países — oito deles sul-coreanos — o texto aborda temas como guerra, liberdade religiosa, gênero, sexualidade, aborto, meio ambiente e divisão da Península Coreana. Entre os pontos centrais:
- chamado ao arrependimento pela fragmentação do Corpo de Cristo;
- defesa da vida “da concepção à morte natural” e rejeição da “cultura da morte”;
- afirmação do casamento entre homem e mulher e crítica à prática homossexual, “proclamada com amor e não condenação”;
- compromisso com a evangelização, rejeitando sincretismo e pluralismo religioso;
- apelo pela paz na Coreia e pelo fim das violações de direitos humanos no Norte;
- incentivo a um desenvolvimento tecnológico “ético e centrado no ser humano”.
Culto de encerramento e próximos passos
O pastor Rick Warren, fundador da igreja Saddleback e do movimento Finishing The Task, conduziu o culto de comunhão que encerrou a assembleia, conclamando os participantes a levar uma mensagem de esperança “a um mundo que precisa de Cristo”.
A próxima Assembleia Geral da WEA está marcada para 2031.
Com informações de Folha Gospel