O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais, nesta quarta-feira (8), para rebater declarações da pastora Helena Raquel, que, durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora, conclamou mulheres vítimas de violência a não se calarem dentro das comunidades evangélicas.
Sem citar o nome de Raquel em boa parte de sua manifestação, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) classificou como “acusações genéricas” as críticas que apontam conivência de igrejas e pastores com casos de violência doméstica e abuso sexual. “Que conversa fiada é essa de que a igreja evangélica protege pedófilos ou homens que agridem mulheres?”, questionou Malafaia.
Trecho de reunião exibido como prova
Para sustentar seu argumento, o pastor divulgou vídeo de uma reunião realizada em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros receberam orientação sobre como agir diante de denúncias de pedofilia ou agressão contra mulheres. No registro, Malafaia alerta: “Senhores pastores, não brinquem com pedofilia nem violência. Denúncia tem de ser imediata”.
O religioso afirmou ainda que qualquer líder ou membro que tente encobrir crimes deve ser responsabilizado. “Se tem pastor acobertando, está errado. Tem que ser denunciado”, disse.
“Fenômeno social”, diz Malafaia
Malafaia argumentou que crimes desse tipo ocorrem em todos os segmentos da sociedade e acusou setores que criticam as igrejas de tentarem criar preconceito contra o meio evangélico. Ele ressaltou também o papel que, segundo ele, a igreja tem na recuperação de homens violentos ou dependentes químicos.
Origem da polêmica
A fala de Helena Raquel que desencadeou o debate ocorreu durante sua ministração no Gideões, quando ela criticou orientações de líderes que sugeriam às vítimas apenas “orar e suportar”. O posicionamento foi aplaudido pelo público e intensificou discussões sobre acolhimento e denúncia de violência familiar nas congregações.
O episódio se dá em meio à divulgação do estudo Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, que apurou que 42,7% das mulheres evangélicas relataram ter sofrido violência doméstica em algum momento da vida, e 38,7%, nos 12 meses anteriores à pesquisa.
Nas redes, Malafaia reforçou seu posicionamento com a frase: “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores na questão de pedofilia e violência contra a mulher”.
Com informações de Folha Gospel