O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, estar “horrorizado” com a operação Contenção, realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A investida, conduzida por mais de 2,5 mil agentes das forças de segurança estaduais, deixou 64 mortos, entre eles quatro policiais.
Em publicação na rede X, o órgão das Nações Unidas classificou a ação como “mortal” e afirmou que ela reforça a recorrência de consequências letais extremas em operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. A entidade cobrou investigações “rápidas e eficazes” sobre o episódio.
Objetivo e balanço da operação
A ofensiva tinha como meta capturar 100 integrantes do Comando Vermelho, facção que exerce controle em parte das duas comunidades. Segundo o governo estadual, o planejamento levou 60 dias e terminou com 81 prisões e 64 óbitos.
Durante os confrontos, criminosos lançaram granadas por meio de drones contra os policiais. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), defendeu a ação e definiu o ataque do grupo armado como “narcoterrorismo”.
Críticas à falta de apoio federal
Castro também lamentou a ausência de apoio da União. “As nossas polícias estão sozinhas. É uma operação maior do que a de 2010 e, infelizmente, não temos o auxílio das forças federais, nem de segurança, nem de defesa”, afirmou em entrevista coletiva. Segundo o governador, o estado optou por não solicitar ajuda federal devido a negativas anteriores.
O governo fluminense não divulgou detalhes sobre eventuais novos desdobramentos da operação ou sobre a investigação solicitada pela ONU.
Com informações de Gazeta do Povo