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EUA acusam Raúl Castro de conspiração e homicídio e intensificam pressão sobre Havana

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A Justiça dos Estados Unidos indiciou, nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, o ex-líder cubano Raúl Castro por crimes de conspiração e homicídio. A ação, apresentada por um tribunal federal da Flórida, envolve ainda outros cinco militares da ilha e eleva a tensão político-militar sobre o governo de Miguel Díaz-Canel, que enfrenta crises energética e social.

Acusações detalhadas

Raúl Castro é acusado de conspirar para assassinar cidadãos norte-americanos, destruir aeronaves civis e cometer homicídio. O processo faz referência ao episódio de 24 de fevereiro de 1996, quando, à frente das Forças Armadas cubanas, ele teria ordenado o abate de dois aviões da organização humanitária Irmãos ao Resgate, que auxiliava cubanos que tentavam chegar à Flórida em balsas.

Efeito prático do indiciamento

Embora não autorize, do ponto de vista do direito internacional, uma intervenção militar imediata em Cuba, a acusação funciona como sinal político para a Casa Branca. Segundo autoridades norte-americanas, o governo Donald Trump considera o ato uma justificativa para endurecer as sanções, planejar operações especiais de captura e reforçar patrulhas navais no Caribe.

Estratégia semelhante à usada na Venezuela

A medida segue o modelo aplicado a Nicolás Maduro: ao enquadrar líderes estrangeiros em crimes comuns, Washington busca retirar sua legitimidade política e isolá-los no cenário internacional. O tribunal da Flórida passa a tratar Raúl Castro como criminoso, e não como chefe de Estado.

Objetivo declarado dos EUA

De acordo com fontes da administração norte-americana, a intenção vai além da punição pessoal de Castro. O plano é acelerar o desgaste estrutural do regime castrista por meio de sanções econômicas e ações jurídicas, numa política de “pressão máxima” voltada a provocar a queda do governo em Havana.

Reação da diáspora cubana

Em Miami, principal núcleo da oposição cubana nos Estados Unidos, a notícia foi recebida com comemorações. Ativistas organizaram um ato na Freedom Tower em memória das vítimas do ataque de 1996 e classificaram o indiciamento como passo decisivo para pôr fim ao regime que governa Cuba há mais de seis décadas.

Com informações de Gazeta do Povo