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Michelle Bolsonaro descarta candidatura e diz que prisão de Jair abalou a rotina familiar

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, em entrevista publicada nesta sexta-feira (10.out.2025), que não pretende concorrer a qualquer cargo público no momento. A declaração busca pôr fim às especulações de que ela poderia substituir o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como principal nome da direita nas próximas eleições.

“Posso concorrer a algo ou posso não concorrer a nada. Neste momento, não tenho planos de disputar”, disse Michelle à agência Reuters.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar há dois meses por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e foi condenado a 27 anos de prisão por suposta tentativa de reverter o resultado das eleições de 2022. Segundo Michelle, as medidas cautelares impostas pela Corte “desconectaram” o ex-presidente e agravaram seu estado de saúde.

“Essas medidas reduziram sua imunidade e pioraram sua saúde, exigindo mais dedicação da minha parte ao processo de recuperação. Temo que sua condição piore ainda mais em um ambiente prisional”, afirmou.

Pedido de anistia

Aos 43 anos, Michelle defendeu uma anistia para Bolsonaro e demais condenados pelo caso. Ela também destacou que qualquer decisão sobre seu futuro político dependerá do bem-estar da família e “da vontade de Deus”.

“Qualquer decisão exigirá o bem-estar e a integridade da minha família, o mútuo acordo com meu marido e, acima de tudo, a manifestação da vontade de Deus na minha vida”, declarou.

Críticas a especulações e a busca por sucessão

Michelle rejeitou o debate sobre uma possível sucessão de Jair Bolsonaro para 2026 e negou ter tratado de questões eleitorais com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado por aliados como potencial candidato da direita. “Nunca tratei de assuntos eleitorais com o governador Tarcísio. O maior nome da direita brasileira é meu marido, Jair Bolsonaro”, disse.

Impacto na vida familiar

A ex-primeira-dama relatou dificuldades impostas pela vigilância federal. Ela contou que o veículo que leva a filha do casal à escola é revistado sempre que sai ou retorna para casa. “Tenho me esforçado para que ela não sofra ainda mais em meio a tantas humilhações”, afirmou.

Michelle concluiu lembrando que a rotina da família foi “profundamente abalada” desde o início do cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente.

Com informações de Gazeta do Povo