E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Política / STF arquiva investigação sobre Og Fernandes por falta de indícios de venda de decisões

STF arquiva investigação sobre Og Fernandes por falta de indícios de venda de decisões

ocrente 1785547451
Spread the love

Brasília — O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (31) o arquivamento do inquérito que apurava se o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), participou de um suposto esquema de venda de decisões judiciais.

A decisão acolhe parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver “justa causa para eventual abertura de inquérito criminal”. De acordo com Zanin, depois de quase um ano de diligências, a hipótese inicial não ganhou “densidade probatória necessária” para justificar novas investigações.

Origem da apuração

O inquérito nasceu da Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal, que investiga a negociação clandestina de sentenças envolvendo empresários, advogados, magistrados e intermediários. As suspeitas sobre Og Fernandes surgiram após a PF periciar o celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023.

No aparelho, investigadores encontraram indícios de que o então chefe de gabinete do ministro, Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, poderia ter atuado como intermediário entre interesses privados e decisões judiciais. Movimentações financeiras consideradas atípicas entre Andrade, o ministro e o empresário Fernando de Queiroz Campos Júnior motivaram a quebra de sigilos bancário e fiscal.

PGR descarta vantagem indevida

Segundo a PGR, a análise bancária revelou que os R$ 92,6 mil sob suspeita partiram do próprio Og Fernandes para Fernando Queiroz, e não o contrário, como se cogitava inicialmente. Para a Procuradoria, esse dado “esvazia o suporte objetivo da hipótese originalmente concebida” de pagamento de propina ao magistrado.

O órgão também ressaltou que o ministro fundamentou suas decisões em critérios técnicos e, em todas elas, contrariou os interesses do grupo empresarial Cornélio Brennand, citado nas investigações. Esse conjunto de elementos, avaliou a PGR, enfraquece a possibilidade de favorecimento mediante vantagem econômica.

Com a concordância da Procuradoria e a falta de provas que sustentem o prosseguimento das apurações, Zanin encerrou o caso no Supremo.

Com informações de Gazeta do Povo