A ex-deputada federal Carla Zambelli protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para obter autorização para retornar temporariamente ao Brasil. O objetivo é participar das eleições e votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, que é candidata a deputada federal por São Paulo pelo Partido Liberal.
O habeas corpus preventivo foi apresentado no dia 21 de setembro de 2026. A defesa de Zambelli busca garantir que ela não seja presa durante sua entrada e saída do país.
O salvo-conduto é uma medida judicial que protege indivíduos contra prisões consideradas ilegais. No caso de Zambelli, a defesa pretende utilizar essa ferramenta para suspender temporariamente os efeitos de duas condenações que somam 15 anos e três meses de prisão.
As condenações incluem uma pena de dez anos por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos, entre eles um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A outra condenação, de cinco anos e três meses, refere-se ao porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, envolvendo um incidente de perseguição a um homem em São Paulo.
Desde que deixou o Brasil em junho de 2025, antes de cumprir as penas, Zambelli foi presa em Roma no mês seguinte. Ela foi solta em maio de 2026, após a Justiça italiana rejeitar um pedido de extradição brasileiro relacionado à condenação por invasão do sistema do CNJ. No entanto, ainda enfrenta outro pedido de extradição na Itália, referente ao caso do porte ilegal de arma.
A defesa de Zambelli também solicita que o STF suspenda a execução das condenações, apresentando como argumento mensagens encontradas nas investigações do caso Banco Master, que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. A defesa argumenta que a execução das penas deve ser suspensa até que o Supremo examine essas mensagens.
Eduardo Maurício, advogado de Zambelli, afirma que o pedido de salvo-conduto tem como objetivo garantir a entrada da ex-deputada no Brasil, o exercício do voto e seu retorno à Itália sem a ameaça de prisão durante esse período.
Fonte: Revista Oeste.









