O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) por parte do vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo). O ato foi registrado no dia 29 de setembro de 2026, após Lula fazer comentários considerados inapropriados sobre mulheres durante um comício em Belém.
Em sua fala, o presidente aludia à importância de exames preventivos de saúde para homens, mencionando que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”. Kilter argumenta que essa declaração pode ser interpretada como apologia a crimes, insinuando que meninas seriam expostas a toques em seus corpos desde a infância.
A representação destaca que as palavras de Lula não refletem práticas médicas adequadas para crianças. Kilter enfatiza que o discurso do presidente é problemático, pois normaliza uma situação que está ligada à violência contra meninas. “O presidente da República não pode tratar como natural algo que, no mundo real, está associado à violência contra meninas”, criticou o vereador.
O vereador ainda ressaltou que há maneiras de abordar a prevenção ao câncer de próstata sem desmerecer a gravidade da violência sexual. “Uma boa causa não justifica uma fala absurda”, defendeu Kilter.
A apologia a crime, conforme o Artigo 287 do Código Penal Brasileiro, se refere a elogiar ou defender publicamente um crime, podendo resultar em pena de três a seis meses de prisão ou multa. Se a declaração for divulgada em canais de grande alcance, como rádio e televisão, a punição pode ser mais severa.
<p"Estamos tratando de proteção à infância e responsabilidade no discurso público. Quando uma figura pública dessa magnitude banaliza um assunto tão sério, o Ministério Público deve intervir", concluiu o vereador.
Fonte: Revista Oeste.









