A comunidade católica de Auburn, no oeste do estado de Nova York, recebeu do Vaticano um ultimato: apresentar, até agosto de 2026, garantias financeiras que assegurem a compra, reparo e manutenção da Igreja da Sagrada Família, construída em 1861.
Interdição e risco de venda
O templo, considerado a “igreja-mãe” da cidade, foi interditado pela Diocese de Rochester em junho de 2024 devido a problemas estruturais que, segundo a cúria, tornaram o edifício inseguro. Caso os fiéis não comprovem capacidade de custear as obras, a Santa Sé poderá autorizar a venda do imóvel a compradores privados, o que abre espaço para demolição ou uso comercial.
Organização dos fiéis
Para atender à exigência, paroquianos formaram o grupo H.O.P.E., liderado por Karen Odrzywolski. Em vez de receber doações imediatas, a iniciativa coleta compromissos de doação: promessas formais que funcionam como prova de viabilidade econômica. Mais de 300 famílias e empresas locais já assinaram o documento.
Valor histórico
Erguida durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, a igreja abriga memórias da primeira missa católica celebrada no oeste de Nova York no século XIX. O local também é ligado à infância do bispo Patrick Byrne, missionário morto na Coreia do Norte em 1950, e ao arcebispo Fulton Sheen, que celebrou missa na paróquia.
Plano de uso futuro
Se o projeto de preservação for aceito, o edifício deve concentrar atividades religiosas, mas sem retomar a rotina de missas diárias. Estão previstos encontros de oração, rosários, concertos de música sacra, exposições de arte e visitas guiadas pela arquitetura histórica, mantendo viva a herança espiritual e cultural de Auburn.
Com informações de Gazeta do Povo