A Casa Branca defendeu os jogadores da seleção argentina que exibiram a faixa “As Malvinas são argentinas” depois da vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026, disputada em 15 de julho no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA).
Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa do governo Donald Trump para o torneio, disse que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante o direito à livre manifestação dentro do território norte-americano. “Nós acreditamos nos direitos protegidos pela Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América”, afirmou.
Investigação da Fifa
A entidade que organiza o futebol mundial abriu procedimento disciplinar para apurar possível infração às regras que vetam manifestações de caráter político, religioso ou ideológico durante competições oficiais.
A faixa foi erguida pelos meio-campistas Giovani Lo Celso e Lisandro Martínez logo após a classificação argentina para a final. Segundo a imprensa de Buenos Aires, o material foi confeccionado por torcedores com um lençol de hotel e arremessado ao gramado durante a comemoração.
Disputa histórica
O gesto reacendeu a controvérsia entre Argentina e Reino Unido sobre a soberania das ilhas no Atlântico Sul, chamadas de Falkland pelos britânicos. Em 1982, os dois países travaram guerra pelo arquipélago, que permanece sob controle do Reino Unido, embora a Argentina mantenha a reivindicação territorial.
Expectativa para a final
Giuliani também comentou a decisão marcada para domingo (19), entre Argentina e Espanha, em Nova Jersey. Ele classificou Lionel Messi como “um dos maiores jogadores de todos os tempos” e previu um confronto histórico. “A Argentina conseguiu uma reação impressionante contra uma seleção inglesa muito forte”, disse.
Com a eliminação, a Inglaterra seguirá sem disputar uma final de Copa do Mundo desde 1966.
Com informações de Gazeta do Povo