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Trump contradiz suspensão e exige manutenção das blitzes do ICE

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Washington (EUA) – Um dia depois de seu governo anunciar a suspensão temporária das paradas de trânsito realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (15.jul.2026) que a prática deve continuar.

Em mensagem publicada na rede Truth Social, o republicano afirmou que a “política de fronteiras abertas” do ex-presidente Joe Biden teria permitido a entrada de “25 milhões de pessoas” sem controle de antecedentes. “Muitos eram criminosos, e precisamos expulsá-los”, escreveu. Segundo instituições como o Cato Institute, o número citado por Trump é inflado, embora haja consenso sobre o aumento do fluxo migratório entre 2021 e 2025.

O presidente acrescentou que as abordagens viárias são “uma das ferramentas mais importantes e eficazes do ICE no combate ao crime”. “Se abrirmos mão delas, estaremos nos entregando aos criminosos”, completou.

Pausa anunciada após mortes em operações

A defesa de Trump contrasta com a declaração dada na terça-feira (14) pelo diretor de gestão de fronteiras, Tom Homan, à emissora CNN. Homan informara que as paradas de veículos seriam suspensas por curto período enquanto o órgão buscava outras formas de fiscalização.

O recuo veio na esteira da morte do mexicano Lorenzo Salgado Araujo, em Houston, e do colombiano Joan Sebastian Durán Guerrero, em Biddeford, no estado do Maine, durante intervenções recentes do ICE. Nenhum dos dois era alvo direto de operação. Em ambos os casos, a agência afirmou que os motoristas tentaram jogar os veículos contra os agentes, que reagiram atirando.

Repercussão internacional

Os episódios desencadearam críticas de parlamentares democratas e de governos estrangeiros. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a morte de Durán como “assassinato” numa publicação na rede X, dizendo que o conterrâneo foi tratado como “ser inferior e sem direitos”.

No México, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou na semana passada que, além dos protestos diplomáticos em curso, seu governo passará a ingressar com queixas criminais nos tribunais norte-americanos sempre que cidadãos mexicanos morrerem sob custódia ou em ações do ICE.

Até o momento, a Casa Branca não detalhou se a suspensão comunicada por Homan continua válida após a nova manifestação de Trump.

Com informações de Gazeta do Povo