Na última sexta-feira (28), um trágico acidente no Zimbábue resultou na morte de 27 pessoas após a colisão de um micro-ônibus que transportava cristãos e um caminhão de carga. O acidente ocorreu em uma rodovia importante próxima a Chivhu, localizada a aproximadamente 140 quilômetros ao sul de Harare, a capital do país. Além das fatalidades, sete pessoas ficaram feridas.
As vítimas eram membros da Igreja Apostólica Africana, também conhecida como Igreja Mwazha, que estavam a caminho de uma conferência em Ndarikure, Mvuma. O micro-ônibus, que estava superlotado com até 34 passageiros, foi atingido pelo caminhão, que tentava ultrapassar outro veículo. Após a colisão, o micro-ônibus foi consumido pelas chamas.
Inicialmente, as autoridades informaram que 23 pessoas haviam morrido no local, número que foi posteriormente revisado para 24, incluindo mais três óbitos no Hospital Geral de Chivhu.
Paul Nyathi, porta-voz da Polícia da República do Zimbábue, revelou que o caminhão envolvido no acidente possuía placas estrangeiras e não tinha autorização para circular no país. O veículo transportava equipamentos de mineração da África do Sul para o distrito de Goromonzi.
Em resposta a essa tragédia, o presidente do Zimbábue, Emmerson Mnangagwa, declarou estado de calamidade pública, o que permitirá ao governo mobilizar recursos para ajudar os sobreviventes e as famílias das vítimas, cobrindo despesas médicas e funerárias.
Acidentes de trânsito envolvendo ônibus e micro-ônibus superlotados são comuns no Zimbábue, onde a imprudência ao volante é responsável por 94% dos acidentes. Além disso, as condições precárias das estradas contribuem significativamente para esses incidentes. As kombis, ou táxis coletivos, são amplamente utilizadas, embora muitos motoristas excedam o número permitido de passageiros.
De acordo com dados da agência nacional de estatísticas, o Zimbábue registra um acidente de trânsito a cada 15 minutos, resultando em pelo menos cinco mortes diárias, posicionando o país entre os com maior taxa de acidentes do continente.
Para tentar conter essa situação, o governo implementou novas regulamentações em 2024, limitando a circulação de kombis com capacidade para 26 lugares a trajetos de até 60 quilômetros e exigindo equipamentos de monitoramento de velocidade para veículos de transporte público.
Entretanto, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África destacou que o problema é mais amplo e afeta todo o continente, onde cerca de 300 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito anualmente, representando um quarto das mortes globais relacionadas ao trânsito.
Fonte: Guiame.









