No Paquistão, uma enfermeira cristã se tornou um símbolo de heroísmo após salvar um recém-nascido durante um incêndio em um hospital de Islamabad, que resultou na morte de outros 14 bebês. A tragédia ocorreu na manhã de 26 de agosto, no Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS).
Identificada como Razia Noreen, a enfermeira entrou no berçário em chamas e retirou o único bebê sobrevivente em um ato de coragem registrado pelas câmeras de segurança. Segundo investigações do governo, Razia entrou no local às 6h38min56 e saiu apenas oito segundos depois, segurando a criança nos braços. Ela tentou retornar para salvar outras crianças, mas as chamas e a fumaça intensa tornaram a situação insuportável, e em poucos minutos, as condições do berçário pioraram drasticamente.
“Eu estava administrando medicamentos quando vi o fogo. Queria salvar todos, mas não consegui”, relatou Razia, que se mostrou profundamente afetada pela morte dos outros recém-nascidos. “Não espero recompensa. Era meu dever salvar vidas”, afirmou a enfermeira, ressaltando sua paixão pelo cuidado infantil.
A identidade cristã de Razia foi destacada após o incidente, e líderes da comunidade cristã no Paquistão a elogiaram. Ejaz Alam Augustine, membro da Assembleia de Punjab, afirmou que a atitude da enfermeira reflete “o verdadeiro significado de viver como seguidor de Cristo”. O senador Khalil Tahir Sindhu também a homenageou, ressaltando que o Paquistão deve se orgulhar de sua coragem e humanidade.
O governo paquistanês também reconheceu a bravura de Razia. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif anunciou que ela receberá a Sitara-i-Khidmat (Estrela do Serviço) e uma recompensa de 10 milhões de rúpias paquistanesas, equivalentes a cerca de US$ 36 mil. Sharif expressou que o país tem orgulho da dedicação da enfermeira.
Enquanto isso, uma investigação está em andamento para apurar as causas do incêndio. O ministro da Saúde, Mustafa Kamal, indicou que o fogo pode ter começado devido a uma explosão em um aparelho de ar-condicionado. No entanto, o relatório oficial ainda não determinou a origem exata do incêndio, que pode estar relacionada a falhas elétricas e problemas com equipamentos médicos. Oito funcionários foram suspensos, e o governo pretende responsabilizar aqueles que forem considerados negligentes.
A tragédia gerou uma reflexão sobre a segurança em hospitais do país, levando autoridades a revisar as medidas de prevenção e combate a incêndios em instituições de saúde.
Fonte: Guiame.










