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Relatório da Polícia Federal desmente declaração de Alexandre de Moraes sobre mensagens

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Um relatório da Polícia Federal, cuja confidencialidade foi levantada pelo ministro André Mendonça, apresenta evidências de troca de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro e um contato salvo como Alexandre de Moraes, datadas de 17 de novembro de 2025. Esses dados contradizem a versão oficial do Supremo Tribunal Federal (STF), que em março negou qualquer comunicação entre Vorcaro e o ministro.

De acordo com a investigação, Vorcaro enviou cinco mensagens de visualização única para um número registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O relatório indica que o destinatário respondeu com quatro imagens temporárias. A perícia da PF conseguiu rastrear essas comunicações mesmo com tentativas de ocultar os dados, utilizando informações do celular do empresário, que foi preso na mesma data.

Em março, uma nota do STF, solicitada pelo gabinete de Moraes, afirmou que as mensagens nunca foram enviadas ao ministro, e que uma análise técnica atestou que os registros do celular de Vorcaro estavam relacionados a outros contatos. O tribunal tentava mostrar que os prints das mensagens estavam vinculados a outros nomes e não ao ministro da Suprema Corte.

O relatório policial detalha que Vorcaro empregava métodos para dificultar a recuperação das mensagens. Ele redigia suas comunicações no aplicativo de notas do celular, capturava a tela e enviava a imagem via função de visualização única, que se apaga após ser visualizada. Além disso, o contato estava configurado para eliminar mensagens automaticamente após 24 horas. Apesar dessas precauções, a PF conseguiu reconstruir o conteúdo das conversas.

As mensagens recuperadas revelam que Vorcaro discutia negociações financeiras complexas com investidores internacionais e expressava preocupações sobre possíveis vazamentos na mídia. Em uma das mensagens, ele menciona que faria uma ‘correria’ para salvar uma transação. Em outro texto, indaga se há novidades ou se conseguiu ‘bloquear’ algo. O relatório também cita uma mensagem enviada na noite anterior à sua prisão, onde questiona sobre a possibilidade de algo ocorrer na manhã seguinte, que coincidia com sua detenção.

Essas descobertas levantam questões sobre a veracidade das informações fornecidas pelo STF e o papel de Moraes no caso, evidenciando a complexidade das comunicações entre o empresário e o ministro.

Fonte: Gazeta Do Povo.