O ex-deputado federal Alexandre Frota (PDT) provocou reação imediata de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro ao simular, durante entrevista ao podcast TMC, uma ligação telefônica que aparentava ter sido atendida pelo ex-mandatário. O episódio ocorreu na noite de 23 de julho de 2026.
Na gravação, feita a convite dos apresentadores para que Frota “fizesse as pazes” com um antigo desafeto, ouve-se apenas um “alô” antes de o telefonema ser encerrado. Nas redes sociais, internautas presumiram que a voz seria de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e está proibido, por decisão do Supremo Tribunal Federal, de utilizar aparelhos de comunicação.
Reações de aliados
Na manhã desta quinta-feira (23), o advogado Paulo Cunha, responsável pela defesa de Bolsonaro, divulgou nota em que nega qualquer contato entre seu cliente e o ex-deputado. O jurista afirmou que o ex-presidente “não tem acesso a telefones celulares” e classificou a insinuação como “leviana” e motivada apenas por “holofotes oportunistas”.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-chefe do Executivo, também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, considerou a atitude de Frota “revoltante e desumana” por, segundo ele, tentar prejudicar “um inocente, perseguido e maltratado ao extremo”.
O ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, afirmou que Frota “brinca com coisa séria” e sugeriu ao ex-ator que se atenha às “memórias de Roque Santeiro” em vez de “comportamento infantilóide”.
Posicionamento de Frota
Procurado, Alexandre Frota informou, por meio de sua assessoria, que não comentaria o episódio, conforme noticiado pelo portal Metrópoles.
Com informações de Gazeta do Povo