O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início a uma ação penal contra o pastor Silas Malafaia, acusado de injúria em relação à liderança do Exército. A decisão, que ocorreu na terça-feira, é resultado de uma denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se baseou em uma representação do comandante do Exército, general Tomás Paiva. O pastor comentou sobre a ação em declarações à coluna de Mônica Bergamo.
Malafaia criticou a atitude do ministro responsável pelo caso, considerando a abertura do processo uma forma de censura motivada por questões ideológicas e de fé. “É típico dele querer intimidar. Ele vai ter que me prender para me calar. Vai prender líder religioso? Vai ter que ter muita coragem”, afirmou.
A origem do processo remonta a um discurso feito por Malafaia em um carro de som na Avenida Paulista, em 6 de abril de 2025, onde ele questionou a atitude dos generais de quatro estrelas e da cúpula do Exército, chamando-os de frouxos, covardes e omissos, além de afirmar que não honravam a farda. Embora a acusação inicial fosse de calúnia, os ministros do STF decidiram que as declarações configuraram ofensa à honra, aceitando a denúncia por injúria.
Na sua defesa, o pastor alegou que suas críticas foram gerais e não se direcionaram especificamente ao comandante das Forças Armadas. Ele argumentou que a representação da Procuradoria-Geral da República distorceu o conteúdo de suas declarações. “O PGR apresenta a denúncia como se eu tivesse mencionado o comandante. E isso é uma inverdade”, declarou.
Outro ponto levantado por Malafaia diz respeito à competência do tribunal para julgar o caso, uma vez que ele não possui foro privilegiado. Ele questionou por que o processo foi enviado ao Supremo, se não tem esse tipo de privilégio. “Em vez de me mandar para a primeira instância, me mandam para o Supremo. Por quê? Se eu não tenho foro privilegiado?”, indagou.
O pastor também criticou a inclusão do caso no inquérito que investiga a disseminação de notícias falsas, considerando isso um pretexto para incriminá-lo. “O que tem a ver com fake news? Era uma manifestação em ato público. O jogo é me incriminar. É perseguição política e religiosa”, concluiu.









