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Pastor é alvo de investigação por suspeita de esquema de pirâmide financeira

Policia Civil
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A Polícia Civil está investigando o pastor Roberto Vieira Soares, que lidera a Igreja Apostólica Vida e Adoração, por supostamente estar à frente de um esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimentos. O pastor teria utilizado sua posição religiosa e realizado reuniões fora dos cultos para atrair fiéis e pessoas próximas, prometendo altos retornos financeiros através de uma plataforma digital chamada GAL Invest Bank.

O funcionamento do esquema prometia lucros elevados aos membros da igreja. De acordo com os relatos das vítimas, Soares garantia um retorno mensal de 10% sobre o valor investido para os fiéis, enquanto aqueles sem ligação direta com a igreja receberiam apenas 5%. O plano previa o pagamento de rendimentos mensais e a devolução total do valor investido após um ano.

As investigações indicam que a atuação do pastor ia além de suas funções religiosas habituais. O delegado Vinícius Miranda comentou sobre a postura do investigado em suas pregações: “Esse pastor utilizava o púlpito como um verdadeiro balcão de negócios”.

No início do esquema, o pastor efetuava os pagamentos dos lucros prometidos para criar uma aparência de legitimidade e incentivar novos investimentos. O delegado Miranda explicou como funcionava essa estratégia inicial: “Com isso, atraía mais pessoas. Porém, como toda pirâmide, em determinado momento ele apenas arrecadava os valores e não realizava mais os pagamentos”.

Para viabilizar suas operações, as captações financeiras eram direcionadas para a GAL Invest Bank, que ficou conhecida entre as vítimas como o “Banco do Pastor”. Uma das pessoas afetadas relatou à polícia que Soares frequentemente promovia os investimentos e organizava reuniões comerciais em locais fora da igreja. Confiando nas promessas do pastor, essa vítima fez um investimento de R$ 150 mil.

Com o tempo, o fluxo de pagamentos começou a falhar, e outros membros do grupo apresentavam justificativas técnicas para reter os valores. O delegado Renan Mello detalhou as táticas de adiamento utilizadas pela organização: “Quando surgiam problemas no fluxo de pagamento, outros integrantes da organização criminosa alegavam que contas estavam bloqueadas ou que a empresa enfrentava dificuldades financeiras, a fim de postergar os pagamentos e enganar cada vez mais as vítimas, que não estavam recebendo o rendimento acordado”.