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Sobretaxa de 25% dos EUA coloca pequenas indústrias de plástico brasileiras em alerta

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A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) divulgou nesta segunda-feira (20) que a tarifa extra de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros pode tornar inviável a continuidade de pequenas e médias empresas do setor.

A sobretaxa foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) na quarta-feira passada (15). Segundo a entidade norte-americana, o aumento se deve a supostas “injustiças” na relação bilateral, alegando desvantagens causadas pelo Pix, falhas no combate à corrupção e censura judicial no Brasil.

Queda nas vendas e investimento em risco

Desde o início de 2025, quando surgiram os primeiros sinais de retaliação, as exportações brasileiras de plásticos para o mercado americano recuaram 13%, correspondente a US$ 2,6 bilhões. A Abiplast estima que o novo tarifaço tende a aprofundar essa perda, sobretudo entre empresas de menor porte, que teriam mais dificuldade para redirecionar a produção a outros destinos, como a China.

No primeiro semestre deste ano, o setor desembolsou cerca de R$ 5 bilhões em modernização. Apesar da queda específica nas vendas aos EUA, as exportações totais de plásticos cresceram 4% no período. Atualmente, o segmento responde por 1% do PIB nacional, reúne 14,6 mil empresas, gera 400 mil empregos diretos e movimenta mais de R$ 123 bilhões por ano.

Posições de governo e indústria

O governo brasileiro atribuiu o impasse a ações da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas afirmou ter mantido canais de negociação até o anúncio da tarifa. Para o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz, “o mercado americano é um grande consumidor de produtos plásticos. Com a tarifa de 25%, o Brasil perde competitividade e passa a disputar espaço em condições muito menos favoráveis, o que coloca em risco as exportações do setor”.

Segundo a associação, empresas de menor porte precisam de prazo maior para adaptar linhas de produção e conquistar novos compradores externos. Sem essa transição, a rentabilidade pode ficar comprometida, ameaçando empregos e investimentos já realizados.

Com informações de Gazeta do Povo