O Partido Socialista Brasileiro (PSB) encerrou as eleições de 2026 sem conquistar a governança de nenhum estado e sem candidatos que avançaram para o segundo turno. Este resultado representa um duro golpe para a legenda, que passou por sua primeira eleição nacional sob a liderança de João Campos, que assumiu a presidência da sigla em junho de 2025.
A maior derrota do PSB foi a de Campos, que deixou a Prefeitura do Recife para concorrer ao governo de Pernambuco. Ele enfrentou a atual governadora Raquel Lyra (PSD) e foi derrotado no primeiro turno, recebendo 44,82% dos votos válidos, enquanto Lyra ultrapassou a marca de 50%, garantindo sua reeleição sem necessidade de segundo turno.
A campanha foi marcada por uma acirrada disputa, com pesquisas na semana anterior ao pleito indicando um empate técnico entre os candidatos. Campos havia assumido a presidência do PSB em substituição a Carlos Siqueira, que estava no comando desde 2014. Durante a convenção nacional do partido, em julho deste ano, Campos anunciou que havia preparado mais de 14 palanques estaduais para as eleições de 2026.
Além de Pernambuco, o PSB também lançou candidaturas em outras regiões, como em Santa Catarina, onde Gelson Merísio terminou em segundo lugar, enquanto o governador Jorginho Mello (PL) foi reeleito no primeiro turno.
O resultado das eleições de 2026 contrasta com o desempenho do PSB nas eleições de 2022, quando o partido elegeu três governadores: Carlos Brandão no Maranhão, Renato Casagrande no Espírito Santo e João Azevêdo na Paraíba. Brandão obteve 51,29% dos votos válidos, enquanto Casagrande venceu no segundo turno com 53,8% e Azevêdo também precisou de dois turnos, finalizando com 52,51%.
As dificuldades enfrentadas pelo PSB nas urnas levantam questões sobre o futuro da legenda e a estratégia para as próximas eleições.
Fonte: Revista Oeste.









