Sarah Morse, 66 anos, foi dispensada da Arbroath High School, na Escócia, em novembro de 2025 poucas horas depois de dizer em sala de aula que, por ser católica, é contrária ao aborto. O comentário ocorreu durante uma aula de história, quando um estudante perguntou a opinião pessoal da professora sobre o tema.
Processo por discriminação religiosa
Com apoio da Sociedade para a Proteção de Crianças Não Nascidas (SPUC), Morse ingressou com ação contra o Conselho de Angus sob a acusação de discriminação religiosa. Ela sustenta que não tentou persuadir os alunos, mas apenas respondeu a uma pergunta direta sobre suas convicções. A defesa argumenta que o episódio cria um precedente que ameaça a liberdade de expressão de educadores escoceses.
Tensão religiosa no Egito
Na província egípcia de Minya, ataques recentes a cristãos coptas em al-Tal al-Qibliya incluíram o corte de energia de uma igreja e depredação de veículos. Políticos e líderes religiosos pedem a criação de uma comissão antidiscriminação e reformas educacionais para enfrentar o sectarismo.
Representação cristã na Síria
Gabriel Moshe Kourieh, único cristão no Parlamento sírio, alerta que a comunidade detém apenas 3% das cadeiras, proporção inferior ao papel histórico do grupo no país. Ele defende mudanças na lei eleitoral e o reconhecimento constitucional da cultura sírio-assíria, ressaltando que a crise econômica acelera a emigração de fiéis.
Iniciativas católicas pelo mundo
Bispos filipinos lançaram campanha contra o estigma ligado a doenças mentais, afirmando que depressão não indica falta de fé. Na Coreia do Sul, a Caritas foi designada canal exclusivo para envio de ajuda humanitária à Coreia do Norte. Já a Santa Sé pediu na ONU atenção ao HIV infantil, lembrando que crianças respondem por 12% das mortes relacionadas ao vírus, apesar de representarem apenas 3% dos pacientes.
O caso da professora escocesa e os demais episódios refletem desafios distintos enfrentados pelas comunidades cristãs em diferentes regiões do mundo.
Com informações de Gazeta do Povo