Brasília — 04 de maio de 2026. O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que pretende vender todas as empresas estatais com faturamento para reduzir a dívida pública federal, classificada por ele como “o grande mal do Brasil”.
No programa Frente a Frente, exibido pelo UOL e pela Folha de S.Paulo e conduzido pela jornalista Daniela Lima, Zema declarou que vamos colocar tudo à venda
e citou explicitamente Correios, Petrobras e Banco do Brasil entre os ativos que integrariam o plano de privatização. O político definiu a proposta como “implacável” e vinculou a iniciativa à promessa de queda dos juros cobrados de famílias e empresas.
Redução de juros depende do Congresso
Questionado sobre o prazo necessário para que as mudanças resultem em cortes de até 50% nas taxas de juros, Zema respondeu que o cronograma dependerá do relacionamento que conseguir estabelecer com o Congresso Nacional. O pré-candidato defende um modelo econômico liberal e a eliminação do chamado “custo Brasil”.
Experiência em Minas Gerais
Zema lembrou de sua gestão em Minas Gerais, estado que assumiu com uma das maiores dívidas do país. Segundo ele, o ajuste fiscal adotado permitiu normalizar o pagamento de servidores, regularizar repasses a municípios e retomar investimentos públicos em parceria com o setor privado. Ao deixar o cargo, registrou 53% de aprovação.
Cenário eleitoral
Pesquisas recentes apontam que o representante do Novo é o único nome da oposição que cresceu — ainda que dentro da margem de erro. O desempenho ganhou força após um embate público com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, motivado por uma série de vídeos satíricos divulgados por Zema.
Com informações de Gazeta do Povo