Brasília, 15 de abril de 2026 – O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) voltou a direcionar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) após declaração do ministro Gilmar Mendes. Em publicação nas redes sociais, o político chamou o magistrado de “intocável” e afirmou que seguirá denunciando o que classificou como “pouca vergonha” da Corte.
O vídeo divulgado por Zema traz trechos de entrevista em que ele questiona a imparcialidade do Judiciário. Ao ser lembrado de que poderia enfrentar processos por suas manifestações, reagiu: “O que eu fiz de errado até hoje?”. O ex-governador acrescentou que, durante a gestão em Minas, sempre atuou “dentro da legalidade”.
A postagem é resposta à avaliação de Gilmar Mendes de que seria “irônico” Zema criticar o STF após recorrer diversas vezes à Corte para suspender parcelas da dívida mineira com a União. Dados do Tesouro Nacional citados pelo ministro apontam que decisões judiciais garantiram ao estado 21 meses de fôlego financeiro, afastando risco de colapso fiscal.
Zema contestou a leitura do magistrado. “Agora eu descobri, pela fala dele, que foi um favor para mim ser submisso a ele pelo resto da vida. Será que é pra isso que o juiz decide?”, questionou. Em seguida, lançou nova provocação: “Se eles decidem a favor de alguém é para tirar vantagem. Eu supunha que a Justiça fosse cega”.
O ex-governador também acusou ministros de proteger interesses pessoais e insinuou irregularidades envolvendo familiares de integrantes do STF, sem apresentar provas. “Você pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política. Comigo é diferente. Não vai me intimidar desse jeito, não”, escreveu.
Na mensagem, Zema reiterou que suas ações no Supremo se destinaram a “defender os mineiros” e garantiu que não recuará das críticas enquanto, segundo ele, a Corte não “ficar séria”. A escalada retórica ocorre em meio à aproximação do calendário eleitoral, contexto em que a tensão entre parte da classe política e o Judiciário tende a ganhar novos capítulos.
Com informações de Direitaonline