São Paulo — O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não deveria ter respondido às críticas do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Para Temer, a reação do magistrado apenas forneceu “mais argumentos” aos contestadores do tribunal e ampliou a polarização.
“Eu acho que o ministro Gilmar não deveria ter respondido porque, quanto mais ele responde, evidentemente mais argumentos ele dá para a contestação”, declarou o ex-presidente durante o Fórum Paulista de Desenvolvimento, realizado em Itu (SP).
Falta de diálogo entre Poderes
Advogado e especialista em Direito Constitucional, Temer avaliou que o episódio evidencia a ausência de diálogo interno no Judiciário e entre os Poderes. “A falta de diálogo entre Poderes é que gerou aquilo que as pessoas chamam de polarização, que eu chamo de radicalização”, completou.
Troca de farpas
A tensão começou na semana passada, quando Gilmar Mendes ironizou o sotaque de Zema, dizendo que o ex-governador falaria “um dialeto do Timor Leste difícil de entender”. Zema rebateu afirmando que o problema não era ser compreendido pelo ministro, mas sim os brasileiros não entenderem as atitudes do STF. O ex-governador também prometeu, caso eleito presidente, ampliar a transparência do poder público e criar um “novo STF”.
O atrito se soma às críticas de Zema sobre o suposto envolvimento de ministros em um escândalo ligado ao Master, tema que já havia acirrado ânimos entre o político mineiro e a Corte.
Com informações de Gazeta do Povo