Brasília, 13 de maio de 2026 – A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a chamada “lei da dosimetria”, abriu nova ofensiva da oposição no Congresso: aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Parlamentares reconhecem, contudo, que o tema enfrenta resistências e pode não avançar ainda este ano.
No programa “Café com a Gazeta”, o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) avaliou que o atual parlamento não reúne votos suficientes para aprovar a proposta. “Precisaremos de um próximo Congresso com menos pessoas alinhadas ao xandismo e ao lulismo e mais alinhadas à República”, declarou o parlamentar, que também criticou o Centrão por, segundo ele, “trocar a liberdade de inocentes por cargos no governo federal”.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), adotou tom semelhante. Ele lembrou que 2026 é ano eleitoral e que muitos deputados evitam temas polêmicos em período de campanha. “Iremos encampar essa pauta, mas não vai ser fácil, já que é ano eleitoral e não temos maioria”, afirmou.
Articulação e expectativa
Licenciado do mandato de senador para dedicar-se à campanha, Jorge Seif (PL-SC) disse que a oposição trabalha para resgatar o texto original da anistia. “A justiça para os presos do 8 de janeiro seria a anistia ampla, geral e irrestrita, e para isso vamos trabalhar”, declarou.
Mais confiante, o deputado Osmar Terra (PL-RS) avalia que o clima político favorece a votação. Para ele, a suspensão da lei da dosimetria por decisão monocrática reforçou o discurso de que o Congresso precisa reagir. “Acredito que há clima para isso devido à violência de uma decisão monocrática contra uma decisão coletiva do Congresso. Não podemos deixar isso passar”, disse.
Apesar dos diferentes graus de otimismo, os parlamentares reconhecem que a pauta depende de maior articulação e de apoio além da base de oposição para prosperar ainda em 2026.
Com informações de Gazeta do Povo