Brasília, 13 abr. 2026 – O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado por São Paulo, afirmou que o campo conservador precisa reduzir a disputa à Casa em 2026 a apenas dois nomes. A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (13) ao programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo.
“Se surgir um terceiro candidato, ele virá para atrapalhar”, disse Salles. O parlamentar ressaltou que a pulverização de votos favoreceria a esquerda, que também concorrerá por duas vagas no Senado. “A esquerda concentra as duas cadeiras; a direita, se dividir em três, dispersa votos e energia”, acrescentou.
Cenário paulista
Até o momento, além de Salles, o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) confirmou pré-candidatura. Na avaliação de Salles, a dupla reúne “grande chance” de superar concorrentes de partidos de esquerda nas eleições de outubro.
“Engolir sapos” para evitar rachas
Questionado sobre tensões internas, como o recente atrito entre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-SP), Salles afirmou ser hora de conter impulsos. “É preciso fazer um esforço para engolir sapos, principalmente em público. O PT se diverte em ver a direita se digladiando”, declarou.
Para o deputado, divergências devem ser contidas até o pleito. “Passada a eleição, cada um se junta a quem quiser, briga, se xinga. Agora, se pudermos deixar isso de lado, será melhor”, sugeriu.
Possível chapa presidencial
Salles também comentou especulações de que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) possa ser indicado a vice na eventual chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). “Credenciais ele tem, assim como teria para disputar a Presidência. Mas, pelo que sei, não há negociação em andamento”, afirmou.
Com informações de Gazeta do Povo