O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou em 24 de junho de 2026, pelas redes sociais, que deixará a liderança do governo no Senado. A decisão ocorre após o parlamentar ser citado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suposto favorecimento ao Banco Master.
Movimentação no Planalto
Para conter os efeitos políticos da investigação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, no mesmo dia, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo na Casa. A rápida substituição busca manter a articulação com o Congresso em meio ao avanço das apurações.
Alvo da Operação Compliance Zero
Conforme os inquéritos da PF, interceptações telefônicas indicam que Jaques Wagner teria atuado como intermediário entre dirigentes do Banco Master e o governo federal. Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), menciona indícios de atuação parlamentar em favor da instituição financeira. O senador nega irregularidades e afirma que não pode ser responsabilizado por diálogos de terceiros.
Risco de desgaste para Lula
Aliado histórico de Lula, Wagner ocupava posto estratégico na articulação política. Analistas veem a troca como tentativa de limitar danos ao Planalto, mas reconhecem o impacto eleitoral do episódio. Partidos de oposição já apontam “blindagem” do governo e articulam a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para aprofundar o caso.
Desafios da nova líder
À frente da liderança, Teresa Leitão terá de manter coesa a base aliada e avançar em pautas como a PEC da Segurança Pública e o debate sobre o fim da escala 6×1. Também precisará lidar com o clima de tensão no Senado provocado pela investigação que atinge seu antecessor.
Mesmo com a troca de comando, a crise no governo permanece latente enquanto prosseguem as diligências da Polícia Federal e a possibilidade de instalação de uma comissão de inquérito no Congresso.
Com informações de Gazeta do Povo