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PL corre para selar paz entre Michelle e Flávio Bolsonaro antes da convenção

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Brasília – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, intensificou as gestões para promover, nesta terça-feira (30), um encontro reservado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A reunião está marcada para a sede nacional da legenda, em Brasília, e tem como objetivo conter a crise deflagrada após um vídeo em que Michelle criticou publicamente o enteado.

Flávio é pré-candidato do partido à Presidência da República e deve ter seu nome oficializado na convenção nacional prevista para ocorrer em menos de um mês. Já Michelle comanda o PL Mulher, braço responsável pela mobilização feminina na sigla. Dirigentes avaliam que o desentendimento entre duas das principais lideranças do bolsonarismo ganhou dimensão incompatível com a reta final da pré-campanha.

Segundo interlocutores, Valdemar antecipou o retorno de uma viagem aos Estados Unidos para conduzir pessoalmente a costura do acordo. A prioridade, afirmam aliados, é apresentar um discurso de unidade e evitar que o desgaste interno afete a militância e as alianças estaduais.

Além da reunião de terça-feira, existe expectativa de um gesto público de aproximação na quarta (1º). Flávio reforçou convite para que Michelle participe de um encontro com mulheres conservadoras, considerado estratégico para ampliar o diálogo do presidenciável com o eleitorado feminino.

No bastidor, integrantes do PL admitem que a reconciliação busca não apenas resolver um conflito familiar, mas também assegurar a integração de todas as correntes conservadoras em torno da candidatura de Flávio. Há ainda pressão de aliados para que Michelle tenha participação maior nas decisões estratégicas da legenda, dada a visibilidade alcançada à frente do PL Mulher desde 2023.

A direção do partido pretende transformar a eventual reconciliação em marco simbólico que encerre a crise e redirecione o foco para a campanha presidencial. Avalia-se que, com a proximidade da convenção e do calendário eleitoral, prolongar o impasse custaria capital político à sigla.

Com informações de Gazeta do Povo