O comentarista político Caio Coppolla avaliou em vídeo publicado em seu canal que o chefe do Executivo a ser eleito em 2026 terá a chance de preencher até seis vagas no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o mandato de quatro anos.
Coppolla, que atua no STB News, baseia o cálculo no calendário de aposentadorias compulsórias dos atuais magistrados e em pesquisas eleitorais que, segundo ele, apontam vantagem da oposição na disputa presidencial. Para o analista, a troca de até seis ministros poderia alterar a correlação de forças na Corte, formando uma maioria de perfil mais conservador.
No material divulgado, o comentarista critica decisões recentes do STF que, em sua visão, contrariaram a vontade popular em questões como liberdade de expressão, política tributária, segurança pública e proteção à vida. Ele chama os magistrados de “Intocáveis”.
Coppolla também resgata falas do ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com o vídeo, Barroso afirmou que o Judiciário passou a exercer papel ativo na política e a atuar como “vanguarda iluminista”, empurrando a história quando o processo eleitoral não o faz. Para Coppolla, esse entendimento reforça que a Corte deixou de cumprir apenas função técnica.
Quem se aposenta e quando
As projeções do comentarista consideram as seguintes datas de aposentadoria obrigatória no STF:
- Luiz Fux – 26/04/2028
- Cármen Lúcia – 19/04/2029
- Gilmar Mendes – 30/12/2030
- Luís Roberto Barroso – 11/03/2033
- Edson Fachin – 08/02/2033
- Dias Toffoli – 15/11/2042
- Alexandre de Moraes – 13/12/2043
- Flávio Dino – 30/04/2043
- Kassio Nunes Marques – 16/05/2047
- André Mendonça – 27/12/2047
- Cristiano Zanin – 15/11/2050
De acordo com a legislação, os ministros deixam o tribunal ao completarem 75 anos. Pelas contas de Coppolla, os próximos seis desligamentos — Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Barroso, Fachin e um eventual sexto nome a depender de circunstâncias diversas — ocorreriam dentro do próximo ciclo presidencial, abrindo espaço para as indicações.
O comentarista conclui que essas futuras nomeações podem redefinir o peso político e ideológico do Supremo, impactando decisões de grande alcance no país.
Com informações de Direita Online