A Polícia Federal (PF) rejeitou, nesta quinta-feira (21), a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso durante a Operação Compliance Zero.
Motivos da recusa
Investigadores avaliaram que o acordo era “fraco”: Vorcaro teria omitido dados relevantes e não trouxe fatos inéditos. Celulares e documentos já analisados pela PF, segundo a corporação, revelaram mais informações do que as oferecidas pelo empresário, esvaziando o poder de barganha da defesa.
Próximos passos
Mesmo rejeitado pela PF, o pedido segue para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso o Ministério Público veja utilidade na colaboração, o acordo ainda precisará do aval do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF). Se Mendonça negar a homologação, a defesa poderá recorrer à Segunda Turma da Corte.
Risco de ficar sem benefícios
Sem delação homologada, Vorcaro perde a chance de obter reduções de pena ou flexibilizar medidas cautelares. Recentemente, ele foi transferido de uma sala especial para uma cela comum na sede da PF, movimento interpretado como sinal de que as tratativas não avançam.
Disputa por valores
O ponto central da negociação é financeiro. Vorcaro propôs devolver R$ 40 bilhões em até dez anos, mas policiais e procuradores exigem cifra maior e prazo mais curto para ressarcir o erário.
Corrida contra o relógio
Outros investigados, entre eles ex-dirigentes de instituições financeiras, também buscam acordos. Caso apresentem provas mais robustas antes de Vorcaro, sua colaboração perde relevância e ele poderá enfrentar julgamento sem qualquer benefício.
As discussões sobre um eventual novo acordo devem prosseguir nos próximos dias, enquanto a defesa avalia ajustes para retomar as negociações.
Com informações de Gazeta do Povo