Home / Política / Polícia Federal descarta proposta de delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Polícia Federal descarta proposta de delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

ocrente 1778278756
Spread the love

Brasília, 08 de maio de 2026 – A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) consideraram insuficiente a proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, preso no âmbito da Operação Compliance Zero.

Motivos da recusa

Investigadores afirmam que os depoimentos de Vorcaro limitam-se a confirmar provas já obtidas pela PF de forma independente. Segundo fontes próximas à investigação, ele teria omitido detalhes sobre supostas ligações com os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e evitado implicar políticos aliados, o que reduziu o interesse das autoridades no acordo.

Situação do empresário

Vorcaro está detido em cela especial na Superintendência da PF em Brasília desde março de 2026, quando manifestou intenção de colaborar. Diante da fragilidade de suas revelações, a corporação avalia transferi-lo de volta ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde permaneceu inicialmente.

Coleta de provas

A PF conduz perícia em 80 aparelhos eletrônicos apreendidos de diversos investigados, incluindo celulares de Vorcaro que reúnem milhares de arquivos, vídeos e registros de encontros com autoridades. O objetivo é robustecer o inquérito com evidências documentais para não depender exclusivamente de colaborações premiadas.

Risco de anulação

Há preocupação de que o caso possa ser contestado futuramente, à semelhança de episódios ocorridos na Operação Lava Jato. Críticas recentes do ministro Gilmar Mendes ao uso prolongado de prisões preventivas aumentam o receio de que um eventual entendimento de coação para obtenção de delações resulte na invalidação de provas.

Concorrência por acordos

A estratégia de Vorcaro pode se complicar caso outros alvos, como o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, firmem acordos de colaboração antes dele. Nessa hipótese, informações oferecidas por terceiros diminuiriam ainda mais o valor estratégico do testemunho do banqueiro.

Até o momento, PF e PGR mantêm a posição de rejeitar a proposta, mas seguem avaliando novos elementos que possam surgir ao longo da investigação.

Com informações de Gazeta do Povo