Home / Política / Parecer da PGR reforça validade da Lei da Dosimetria, mas decisão segue nas mãos de Moraes

Parecer da PGR reforça validade da Lei da Dosimetria, mas decisão segue nas mãos de Moraes

ocrente 1781920147
Spread the love

Brasília – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou em 19 de junho de 2026 ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer que sustenta a constitucionalidade da Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso para estabelecer critérios de cálculo de penas. A manifestação eleva a pressão sobre o tribunal porque, se aplicada, a lei pode reduzir as condenações impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Atualmente, a eficácia da lei está suspensa por decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes, relator das ações que questionam o texto. Com o parecer favorável da PGR, Moraes mantém a prerrogativa de definir quando o caso será levado a julgamento no plenário do STF.

O que diz a Lei da Dosimetria

A norma detalha parâmetros objetivos para a fixação de penas, como a consideração de antecedentes, conduta social e circunstâncias do crime. Parlamentares que aprovaram o texto afirmam que esses critérios podem resultar em penas menores ou progressão antecipada de regime para condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes.

Limites do parecer da PGR

O posicionamento de Gonet tem caráter opinativo e não vincula o relator. Embora pese o entendimento do órgão responsável pela acusação penal, caberá a Moraes decidir se mantém a suspensão ou libera o tema para deliberação do colegiado.

Pressão do Congresso

Câmara e Senado defendem a vigência imediata da lei, mas dispõem de poucos instrumentos para acelerar o processo. Podem protocolar pedidos de prioridade ou apresentar agravo interno contra a liminar, recurso que, ainda assim, depende do agendamento pelo relator.

Próximos passos

Especialistas avaliam que Moraes tende a submeter o mérito diretamente ao plenário, sem revogar a suspensão de forma individual. Até que o julgamento ocorra, a lei continua sem efeito, impossibilitando a revisão de penas ou a concessão de benefícios a presos condenados pelos eventos de 8 de janeiro.

Não há prazo definido para que o ministro inclua o processo na pauta do Supremo.

Com informações de Gazeta do Povo