Brasília – 17 de maio de 2026. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou que o TCU investigue possíveis irregularidades no financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A representação foi protocolada pelo subprocurador Lucas Furtado depois de reportagens apontarem indícios de uso indireto de verbas públicas e de tentativas de ocultar a origem dos aportes destinados à produção.
Negociações e valores sob suspeita
Segundo os dados citados no pedido, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro um investimento de aproximadamente R$ 124 milhões no projeto, dos quais R$ 61 milhões já teriam sido transferidos por meio da empresa Entre Investimentos.
Produtora na mira
O MPTCU também inclui na solicitação de apuração a Go Up Entertainment, ligada à empresária Karina Gama. Reportagens indicam que entidades presididas por ela receberam emendas parlamentares de deputados do PL e firmaram contratos de alto valor com a Prefeitura de São Paulo, o que levantou dúvidas sobre eventual participação de recursos públicos na obra.
Diligências requisitadas
Para rastrear a movimentação financeira, o subprocurador pede que o TCU realize diligências junto à Receita Federal, Ancine, Banco Central, CVM e Coaf.
Elenco e produção
“Dark Horse” aborda a campanha presidencial de 2018 de Jair Bolsonaro e tem o ator Jim Caviezel no papel principal. O deputado federal Mário Frias (PL-RJ) figura como produtor-executivo e nega qualquer irregularidade no financiamento.
Com informações de Gazeta do Povo