Quem: Agência iraniana Fars, ligada à Guarda Revolucionária; governo dos Estados Unidos; ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi.
O que: Segundo a Fars, Washington teria solicitado que o Irã entregue todo o seu estoque de urânio enriquecido e mantenha apenas uma instalação nuclear em operação para que as negociações de paz avancem.
Quando: A informação foi divulgada no domingo, 17 de maio de 2026, um dia após a visita de Naqvi a Teerã.
Onde: Teerã, capital iraniana, e Islamabad, capital paquistanesa, que sediou uma rodada de diálogos em abril.
Como: De acordo com a Fars, o representante paquistanês teria levado à liderança iraniana a proposta norte-americana durante sua viagem.
Por quê: O pedido dos EUA buscaria limitar o programa nuclear do Irã como parte de um possível acordo para encerrar a atual ofensiva militar iniciada no fim de fevereiro.
Detalhes das exigências norte-americanas
A agência detalha que Washington quer a entrega de cerca de 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, além da paralisação de quase todas as instalações nucleares iranianas. O governo norte-americano também teria:
- recusado pagar compensações pelos danos provocados pela ofensiva militar em curso;
- negado o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior;
- afirmado que a ação militar só cessará se as conversas de paz continuarem.
Resposta do Irã
Teerã rejeita a proposta e sustenta que, antes de discutir o programa nuclear, os Estados Unidos devem:
- encerrar as operações militares;
- levantar sanções econômicas;
- descongelar fundos iranianos;
- indenizar o país pelos estragos da guerra;
- reconhecer a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
O então presidente Donald Trump classificou essas contrapartidas como “inaceitáveis” e um “pedaço de lixo”.
Mediação paquistanesa sem avanços
O Paquistão atuou como intermediário e recebeu autoridades dos dois países em abril, mas as negociações terminaram sem resultados concretos.
Cenário atual
Estados Unidos e Irã mantêm uma trégua considerada “incrivelmente frágil” por Washington. O impasse sobre a navegação no Estreito de Ormuz continua a pressionar o mercado global de petróleo, elevando preços nos postos e provocando risco de cancelamento de voos devido ao custo do querosene de aviação.
Com informações de Gazeta do Povo