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Maioria defende que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar, mostra Datafolha

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Levantamento divulgado neste domingo (12) pelo instituto Datafolha revela que 59% dos entrevistados preferem que o ex-presidente Jair Bolsonaro continue cumprindo pena em regime de prisão domiciliar. Outros 37% defendem o retorno ao 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal — conhecido como “Papudinha” — e 5% não souberam responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado. Inicialmente detido na Papudinha, ele foi internado em 13 de março com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, quadro associado a crises de soluço. O ex-presidente chegou a ficar na UTI, mas recebeu alta em 27 de março.

Antes da alta hospitalar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência para prisão domiciliar por 90 dias, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. As regras permitem acesso irrestrito de médicos, visitas diárias de advogados mediante agendamento e presença dos filhos às quartas e sábados. Visitas de aliados políticos, porém, estão proibidas.

Perfil dos apoiadores da domiciliar

A preferência pela manutenção do regime domiciliar varia entre os segmentos pesquisados:

  • 48% dos entrevistados no Nordeste;
  • 53% dos eleitores que se identificam de centro;
  • 61% das pessoas com mais de 60 anos;
  • 80% dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD);
  • 81% dos empresários;
  • 93% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL);
  • 94% dos entrevistados que se consideram bolsonaristas.

Mesmo entre eleitores alinhados à esquerda, há divisão: 28% dos que se declaram petistas e 30% dos que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva defendem que Bolsonaro permaneça em casa, enquanto 68% e 66%, respectivamente, preferem o retorno ao batalhão.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre 7 e 9 de abril e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03770/2026.

Com informações de Gazeta do Povo