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Lula afirma que regulação das redes não é censura e classifica Lava Jato como “maior mentira do século 21”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, nesta sexta-feira (22), que as propostas de endurecimento das regras para as plataformas digitais representem qualquer tentativa de censura. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Lula defendeu dois decretos recém-editados que reforçam a fiscalização estatal sobre as chamadas big techs. “Se algo é crime no mundo real, precisa ser crime também no ambiente virtual”, declarou.

Durante a conversa, o chefe do Executivo também criticou o aumento dos repasses do fundo partidário e do fundo eleitoral, que, segundo ele, estimularam “promiscuidade” nas relações políticas. “Era favorável no início; hoje sou contra”, afirmou.

Críticas à Lava Jato

Lula voltou a atacar a Operação Lava Jato, comandada pelo ex-juiz Sergio Moro e pelo ex-procurador Deltan Dallagnol, chamando-a de “grande mentira do século 21”. O presidente lembrou que passou 580 dias preso pelo caso do tríplex do Guarujá e ressaltou que, em 2021, o Supremo Tribunal Federal declarou a suspeição de Moro e anulou suas condenações. “Muita gente quebrou empresas e ninguém pediu desculpas”, disse.

Apreensão em encontro com Trump

Ao comentar a política externa, Lula relatou preocupação antes da sua reunião com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, temia ser exposto diante da imprensa, como teria ocorrido com outros líderes, e sugeriu que conversassem primeiro em particular — pedido que Trump teria aceitado.

Veto a disparos em massa

O presidente garantiu que vetará o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados que abre brecha para disparo em massa de mensagens durante a campanha eleitoral, caso o texto avance no Senado. “Trabalharei para que os senadores rejeitem. Se passar, veto”, assegurou.

Pressão pela PEC da Segurança

Lula dirigiu um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para colocar em pauta a PEC da Segurança Pública, aprovada pela Câmara em março. Ele prometeu recriar o Ministério da Segurança Pública em até 15 dias, caso a matéria seja chancelada pelos senadores. “Não posso admitir que criminosos dominem territórios; território pertence ao povo brasileiro”, afirmou, acrescentando que alguns governadores resistem à proposta por receio de perder autonomia.

Crítica às apostas on-line

Sobre as casas de apostas, o petista disse que, se dependesse apenas dele, todas seriam proibidas. “Eu não mando sozinho; divido o poder com Congresso e Judiciário”, lembrou.

A entrevista foi concedida no momento em que o governo tenta fortalecer sua agenda de regulação das plataformas digitais e de segurança pública em ano eleitoral.

Com informações de Gazeta do Povo