O presidente nacional do PSD e pré-candidato à vice-presidência, Gilberto Kassab, disse nesta terça-feira (7/7/2026) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria “porta aberta” no partido caso opte por trocar de legenda depois do pleito deste ano.
Em entrevista ao portal UOL, Kassab avaliou que, embora não veja “grandes chances” de Michelle deixar o PL agora, a proximidade dela com o eleitorado feminino e evangélico tornaria sua filiação ao PSD “natural” no futuro. “Ela é uma pessoa respeitada, fez articulação importante com mulheres e nos programas sociais”, declarou.
Michelle se afastou da presidência do PL Mulher após divulgar vídeo com críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido ao Planalto. Kassab classificou o episódio como “crise familiar” e defendeu a recomposição interna para evitar reflexos nas urnas.
Segundo o dirigente, um conflito prolongado entre os Bolsonaro pode afastar sobretudo o eleitorado feminino evangélico, segmento mobilizado por Michelle nos últimos anos. “Se a controvérsia não se resolver, o desempenho eleitoral será comprometido”, afirmou.
Atualmente, o PSD governa seis estados, administra mais de 890 prefeituras e conta com 48 deputados federais e 14 senadores. Kassab vê a eleição de 2026 como oportunidade para ampliar a bancada e a influência no Congresso.
Integrante da chapa encabeçada pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o ex-prefeito paulistano não acredita que Flávio Bolsonaro tenha força para vencer o presidente Lula (PT) em eventual segundo turno. “O futuro presidente será ou o Lula, ou o Caiado”, resumiu.
No estado de São Paulo, entretanto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apoia Flávio, e não a chapa de Caiado. Apesar da divergência, Kassab reafirmou o apoio do PSD à reeleição de Tarcísio.
Com informações de Gazeta do Povo