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Deputado do PT aciona PF para investigar Caiado por R$ 1,36 bi movimentados com fintech sob suspeita

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Brasília – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou à Polícia Federal, nesta segunda-feira (27), a abertura de inquérito contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD-GO). O parlamentar sustenta que o governo goiano teria transferido R$ 1,36 bilhão a programas sociais por meio da BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, alvo da Operação Carbono Oculto por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com base em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. Segundo o documento, há “indícios graves” de uso de recursos públicos em um ambiente financeiro suspeito de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Repasse bilionário a beneficiários

Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citados na reportagem apontam que a Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) transferiu os valores à fintech entre outubro de 2021 e agosto de 2025. Os recursos abasteciam cartões utilizados por cerca de 880 mil beneficiários de programas estaduais de transferência de renda.

Sobre cada compra realizada em estabelecimentos credenciados, era cobrada taxa de até 6%. Metade da receita ficava com a agência de fomento e a outra metade com a BK Bank, conforme a investigação jornalística.

Operação Carbono Oculto e mudança de contrato

Quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto, o governo de Goiás informou ter adotado medidas judiciais e administrativas “para resguardar o interesse público” e afirmou não haver prejuízo constatado à GoiásFomento.

Em 2024, o Estado trocou a instituição responsável pelas transações. No novo modelo, 75,6% da arrecadação passaram a ficar com a agência, e 24,4% com a empresa contratada.

Defesa de Caiado

Ronaldo Caiado negou irregularidades e declarou que a BK Bank possuía autorização do Banco Central para operar. O ex-governador questionou ainda possível “omissão” do Coaf, ao afirmar que o órgão só teria reportado irregularidades após a operação policial.

A iniciativa de Lindbergh ocorre em meio às articulações para a eleição presidencial de 2026, na qual Caiado é cotado como possível adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com informações de Gazeta do Povo