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Esquema bilionário no Banco Master eleva corrupção a novo nível e alcança núcleo do governo Lula

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As investigações que cercam o Banco Master indicam um desfalque de dezenas de bilhões de reais e apontam para o envolvimento de figuras próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso, revelado em 26 de junho de 2026, expõe um modelo de corrupção considerado mais sofisticado do que o mensalão e a Operação Lava Jato.

Escala bilionária e método inédito

Diferentemente de escândalos anteriores baseados em contratos de obras públicas, o esquema do Master operava por meio de estruturas financeiras complexas. Relatórios da Polícia Federal indicam que o banco usava tráfico de influência em órgãos reguladores, como o Banco Central, para movimentar recursos estimados em até R$ 150 bilhões quando somados a desvios recentes de operações correlatas.

Na proposta de delação premiada, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro se comprometeu a devolver R$ 60 bilhões, valor dez vezes superior aos R$ 6 bilhões que a Petrobras reconheceu ter perdido durante a Lava Jato.

Ligações políticas

Entre os alvos da investigação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Buscas autorizadas pela Justiça apontam indícios de vantagens indevidas ligadas ao banco. A Bahia, apontada pelos investigadores como “berço político” do Banco Master, teria sido palco de decisões administrativas em gestões petistas que favoreceram a expansão dos negócios da instituição.

Sofisticação do esquema

Segundo a PF, a corrupção deixou de depender de contratos físicos e propinas tradicionais para recorrer a operações bancárias, pressão sobre órgãos de controle e relações com autoridades dos três Poderes. Essa nova dinâmica, afirmam os investigadores, dificulta o rastreamento dos valores desviados e amplia o alcance do esquema.

Repercussão eleitoral

O avanço das apurações ocorre em meio à pré-campanha para a eleição presidencial de 2026. Parlamentares de oposição afirmam que o episódio reforça o debate sobre impunidade e pedem que o histórico de escândalos seja lembrado pelo eleitorado.

Não há, até o momento, manifestação oficial do Palácio do Planalto sobre as suspeitas envolvendo aliados do governo.

Com informações de Gazeta do Povo