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Eduardo Bolsonaro pede ruptura entre PL e Novo após novas críticas de Zema

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Brasília – O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu um corte total de relações entre o PL e o partido Novo depois que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo-MG) voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do liquidado Banco Master.

A nova troca de farpas ocorreu na última semana. Em entrevista ao site Brasil Paralelo, Zema afirmou que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, referindo-se ao pedido de Flávio a Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, revelado no mês passado. Ele também disse não cogitar apoiar candidatos associados ao banqueiro e declarou que “dorme bem” mesmo diante de eventuais desgastes com a família Bolsonaro.

Pelas redes sociais, Eduardo reagiu com dureza: “E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? […] Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo”, escreveu o ex-deputado.

Embate começou com vazamento de mensagens

O atrito teve início há cerca de um mês, quando vieram a público conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, que narraria a trajetória política do ex-presidente. Na ocasião, Zema classificou o pedido como “imperdoável”. Dias depois, amenizou o tom, dizendo que o episódio estava “virado a página”.

Zema defende doação de Vorcaro ao Novo

Apesar das críticas ao senador, Zema sustentou que as doações de Vorcaro ao Novo, feitas em 2022, ocorreram antes de surgirem suspeitas sobre o banqueiro. Segundo ele, o empresário destinou R$ 1 milhão ao partido: “Deveria ter doado mais, porque é o partido mais sério do Brasil, o que mais combate a corrupção”. O ex-governador pontuou ainda que a contribuição não gerou qualquer compromisso político e sugeriu que o PL recebeu valores mais altos do empresário.

A família Bolsonaro e o Novo vinham ensaiando alianças regionais para as eleições municipais de 2026, mas a escalada de declarações pode dificultar entendimentos futuros.

Com informações de Gazeta do Povo