Nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, começa a ser comercializada no Brasil a Ozivy, primeira caneta injetável de semaglutida fabricada em território nacional. O lançamento ocorre pouco tempo depois do vencimento da patente da substância, em 20 de março, e reforça a expectativa de preços mais baixos para o tratamento de obesidade.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que, em março de 2026, havia 17 pedidos de registro de medicamentos contendo semaglutida em análise. Antes da Ozivy, já haviam chegado discretamente ao mercado as canetas Poviztra e Extensior, também com custo inferior ao de opções importadas.
Impacto sobre o tratamento da obesidade
A queda no preço tem reflexo direto na adesão de pacientes, segundo o nutrólogo Noé Alvarenga, que atende no Rio de Janeiro. Ele relata o retorno de pessoas que haviam recusado terapia medicamentosa entre 2022 e 2024 por restrição financeira e que agora procuram o consultório espontaneamente.
A obesidade atinge com mais força a população de menor renda, exposta a alimentos baratos e de baixa qualidade nutricional. Estudos brasileiros confirmam a relação entre excesso de peso, renda e escolaridade.
Eficácia limitada de dieta e exercício isolados
Pesquisa que acompanhou 176 mil adultos obesos no Reino Unido, entre 2004 e 2014, mostra que o emagrecimento sustentado apenas com mudanças de estilo de vida é raro. A chance de um homem com obesidade grau 1 voltar ao peso normal em um ano é de 1 para 210; entre mulheres, 1 para 124. Nos casos de obesidade grau 3, a probabilidade cai para 1 em 1.290 homens e 1 em 677 mulheres.
Especialistas lembram que, assim como em outras doenças crônicas, a combinação entre hábitos saudáveis e tratamento farmacológico costuma ser necessária para resultados consistentes.
Com informações de Pleno.News