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Dirceu provoca Flávio Bolsonaro após vazamento de áudio que cita cobrança de R$ 134 milhões a banqueiro

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Brasília — O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu ironizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (13) ao comentar a divulgação de áudios e mensagens que atribuem ao parlamentar a cobrança de R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro em fase de produção.

Em entrevista à CNN Brasil, Dirceu recordou declaração recente de Flávio contra o governo federal. “Flávio não disse que Lula acabou? Agora eu pergunto: quem é que acabou?”, afirmou, em tom de deboche.

Negativa inicial e recuo posterior

Os áudios foram divulgados na terça-feira (12) pelo site The Intercept Brasil. Após a publicação, Flávio negou ter tratado de valores com Vorcaro. Horas depois, admitiu a existência de um contrato com o banqueiro, alegando que os pagamentos estavam em atraso.

Segundo o senador, o acordo não envolve recursos públicos nem incentivos via Lei Rouanet. “Foi um filho buscando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero dinheiro público”, declarou em nota.

Acusações de quebra de decoro

Dirceu acusou Flávio de quebra de decoro parlamentar por ter negado, inicialmente, qualquer relação com Vorcaro. Para o ex-ministro, a mudança de versão reforça a necessidade de explicações formais no Senado.

Relação com Vorcaro

Flávio disse ter conhecido o banqueiro em dezembro de 2024, já fora do governo Bolsonaro e antes de surgirem suspeitas públicas sobre o empresário. Ele alegou que voltou a procurá-lo em razão de atrasos financeiros que colocavam em risco a conclusão do longa-metragem estrelado pelo ator Jim Caviezel.

O parlamentar também negou ter oferecido contrapartidas a Vorcaro. “Não ofereci vantagens, não promovi encontros fora da agenda, não intermediei negócios com o governo e não recebi dinheiro ou benefício”, escreveu.

Pedido de CPI

Ao se defender, o senador tentou deslocar o foco para o Palácio do Planalto, cobrando investigação sobre ligações de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o proprietário do Banco Master. “Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero: CPI do Master já”, concluiu.

Com informações de Gazeta do Povo