Londres, 14 de maio de 2026 – O secretário de Saúde britânico, Wes Streeting, apresentou sua demissão nesta quinta-feira (14) e indicou que lançará uma candidatura para substituir Keir Starmer na chefia do Partido Trabalhista e, por consequência, no cargo de primeiro-ministro.
Em carta enviada a Starmer, divulgada pela BBC, Streeting afirmou que perdeu a confiança na liderança atual e considerou “desonroso e antiético” permanecer no governo. A decisão amplia a crise iniciada após as eleições locais da semana passada, quando o Partido Trabalhista sofreu derrota expressiva para o movimento nacionalista de direita Reforma Reino Unido, liderado por Nigel Farage.
Streeting escreveu que o resultado eleitoral foi “sem precedentes” e destacou que nacionalistas agora controlam governos regionais em todo o Reino Unido. Para ele, a derrota confirmou que Starmer não comandará o partido nas próximas eleições gerais, previstas para 2029.
Segundo as regras internas trabalhistas, o ex-secretário precisará do apoio de 81 deputados – 20% da bancada na Câmara dos Comuns – para viabilizar uma nova votação para a liderança. A imprensa local aponta que outros nomes do governo também deixaram seus postos nos últimos dias, aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro.
Apesar do revés, Keir Starmer declarou que pretende permanecer no cargo até o próximo pleito nacional, ao mesmo tempo em que reconheceu a necessidade de ajustes na condução do partido e do governo.
Com a saída de Streeting e o avanço das articulações internas, o Partido Trabalhista entra em uma fase de incerteza sobre quem comandará a legenda e o governo britânico nos próximos anos.
Com informações de Gazeta do Povo