Home / Política / Cármen Lúcia segura há quatro meses ação que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa

Cármen Lúcia segura há quatro meses ação que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa

ocrente 1778078971
Spread the love

Brasília – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), mantém sem decisão há cerca de quatro meses a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7781, que contesta a Lei Complementar 219/2025, responsável por flexibilizar critérios de inelegibilidade previstos na Lei da Ficha Limpa.

A ação foi protocolada em novembro de 2025 pelo partido Rede Sustentabilidade, que pede liminar para suspender trechos da nova norma. Desde janeiro de 2026, o processo aguarda manifestação da relatora sobre o pedido cautelar.

Possível impacto nas eleições de 2026

As mudanças aprovadas pelo Congresso permitem que políticos condenados por improbidade administrativa voltem a disputar cargos públicos. Entre os beneficiados estariam o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD).

Sancionada com vetos em setembro de 2025, a LC 219/2025 também autoriza a unificação de condenações e a antecipação da contagem do prazo de inelegibilidade, o que, na prática, pode reduzir o tempo de afastamento de candidatos condenados.

PGR pede suspensão parcial

Em parecer enviado ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a suspensão de parte da lei. Para a PGR, algumas disposições podem criar distorções no sistema de inelegibilidade e comprometer a moralidade eleitoral. O órgão mencionou ainda risco de insegurança jurídica, principalmente pela exigência de que sentenças detalhem explicitamente elementos como enriquecimento ilícito para caracterizar a inelegibilidade.

Até o momento, não houve nova movimentação no processo.

Com informações de Gazeta do Povo