Deputados de oposição defenderam, nesta quarta-feira (20), o afastamento imediato do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, após ele não comparecer à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. O encontro havia sido marcado para discutir a atuação internacional da corporação, incluindo os desdobramentos do caso que envolve o ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
Rodrigues havia sido convidado, e não convocado, portanto sua presença não era obrigatória. Ainda assim, a falta de justificativa formal para a ausência irritou parlamentares contrários ao governo.
Cabo Gilberto (PL-RN), líder da oposição, afirmou que o diretor-geral “não está nem aí para o Congresso” porque “confia na impunidade” e em supostas “reuniões com ministros da Suprema Corte que perseguem parlamentares da oposição”.
Outro crítico, Evair Melo (Republicanos-ES), questionou a substituição do delegado responsável pela investigação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em apurações sobre fraudes no INSS. Para o deputado, a troca “sem motivação técnica” revela “interferência vergonhosa” na Polícia Federal.
General Girão (PL-RN) foi além e disse que, “se o Brasil fosse um país sério”, Andrei Rodrigues já teria deixado o posto. O parlamentar anunciou que apresentará ao Ministério da Justiça um pedido formal pela demissão do diretor-geral; caso o governo não atenda à solicitação, avaliou, “o país ficará duplamente desmoralizado”.
Até o fechamento desta reportagem, Andrei Rodrigues não havia se manifestado publicamente sobre a ausência nem sobre as críticas dos deputados.
Com informações de Gazeta do Povo