Brasília, 29 de julho de 2026 – O governo brasileiro divulgou nota oficial nesta quarta-feira (29) repudiando a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estender por mais um ano a declaração de emergência nacional que atinge o Brasil.
De acordo com o Palácio do Planalto, os argumentos apresentados pela Casa Branca são “infundados e inverídicos”. O texto ressalta que o Brasil “reafirma sua soberania e a independência dos Poderes da União” e frisa que o Poder Judiciário atua em conformidade com a Constituição Federal.
Acusações da Casa Branca
No documento que renova a medida, Washington sustenta que supostas ações do Supremo Tribunal Federal (STF) – como censura de conteúdos, prisão de pessoas que exerceriam liberdade de expressão e perseguição a um ex-presidente, seus familiares e apoiadores – configuram “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
Histórico da emergência
A declaração de emergência nacional foi instaurada em julho de 2025. Apesar de a Suprema Corte norte-americana ter derrubado parte das tarifas comerciais impostas na época, o Brasil permanece sob pressão econômica. Na semana passada, Washington anunciou tarifa de 25% sobre grande parte das importações brasileiras, alegando práticas comerciais desleais. Dias depois, adicionou uma taxa de 12,5% relacionada a investigação sobre trabalho forçado.
Resposta brasileira
O governo Lula classificou como “descabida” qualquer tentativa de enquadrar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, enfatizando os “históricos laços diplomáticos” entre os dois países.
Com informações de Gazeta do Povo